segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Amor

Será que alguém entende o meu amor?

      Amar é estender a mão ao outro e desejar que o outro também deseje estender a mão a você. Com outras palavras: amar é desejar o desejo do outro. Aí reside a dificuldade. Quem está disponível para ações tão delicadas? A minha dor é perceber que os valores se transformam, dependendo do cristal com que se mira. O materialismo humano fez sucumbir o sentimento mais nobre. O ser humano está distante de si, buscando modelos que não se compoem com a sua essência. Isto me faz desejar um paradoxo: que o ser humano seja mais humano.

      Cada correspondência afetiva, me cai como um abraço. E cada rejeição, como um soco no estômago. Em ambos o casos, a dificuldade é imensa. Nas afecções entre os corpos geralmente não há bons encontros, mas o medo da solidão oculta o que parece tão óbvio.

      Para amar o outro, é necessário se conhecer bem. Pessoas que não se conhecem não são felizes. O autoconhecimento é um processo particular, pessoal e intransferível. Devemos amar o que é perceptível no espelho e o que está implícito nele. Observando os nossos próprios sentimentos, reconhecemos os nossos limites e entendemos o que nos situa e nos traduz no mundo. Isto requer maturidade, que significa autodeterminação e autonomia no pensar e no agir. Quando você se acompanha bem, sozinho, está pronto para se compor com o outro; ser afetado por ele. A potência (capacidade de ação) de um corpo se soma a potência do outro, aumentando o "ser" dos dois corpos. Com autodeterminação de ambas as partes o resultado só pode ser a alegria. Aí o amor acontece. Mas isto é demasiado teórico. Etendeu?

      Desejo sorte no amor e que a vida seja leve.

      Sete beijos (que é para durar uma semana).

      O amor romântico será artigo de luxo no futuro.

      Fábio Lima

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Início

      Sempre relutei em criar um 'blog", pois penso que o "modismo" saturou este modelo de expressão virtual. Como um mural poluído de imagens e informações em que todos viram um. Falta de identidade e inexpressividade frasal acometem a maioria. Meus sonhos são outros.
      Prometo evitar a verborragia, mas não a bugiaria. Afinal, estamos no Brasil - que não é um país sério. Aqui é inevitável a pilhéria, o bom humor. Então me aproprio também disto - que é tão nosso e nos custa tão caro - para me lançar nesse universo desconhecido, como quem se joga do penhasco num lapso de liberdade.
      Nem sei se o que vou escrever ou expor, tem relevância. Mas o farei mesmo assim, pois sempre tive que lutar por grandes causas pessoais. Abro o meu caminho com uma "voadora" ou um beijo.
      Desejo saúde, paz e amigos sinceros. Minha vocação é ser intenso. Detesto superficie!
      Lacônico, me despeço. "Nos livros, assim como nos pratos, só gosto do que é magro" (Paul Valéry)
      Beijo (pra quem é de beijo) e abraço (pra quem é de abraço).
      F.L.